Foto:Divulgação

“Jujutsu Kaisen: Execução” muita reprise e pouco novidade

Texto por: Webster Martins

Quem assistiu só a primeira temporada deJujutsu Kaisen” e pulou a segunda consegue acompanhar ao filme sem problemas, graças a essa grande retrospectiva apresentada no longa. Ainda assim, assistir todos os episódios melhora a experiência, mas se você espera muitas novidades, lamento te dizer que não haverá.

O arco da execução começa com Yuji Itadori se culpando pelo incidente de Shibuya e tentando se redimir ao destruir as maldições liberadas na região para evitar que outras pessoas se machuquem. Com Gojo Satoru fora de cena, a escola de feiticeiros volta a se dividir e o alto escalão aproveita para colocar em prática planos que antes não podiam por causa dele. A sentença de morte de Yuji por ser o hospedeiro de Sukuna volta a valer e Yuta Okotsu é escolhido como executor.

Não era muito comum filmes de anime lotaram os cinemas no Brasil, mas a recente descoberta de um público com potencial de consumo e engajamento imenso mudou isso. Trazendo lucro para as empresas que nem sempre se importam em oferecer algo novo, diferente de longas como “Demon Slayer: Castelo Infinito” e “Chainsaw Man: Arco Reze”. Produções que agregam valor de verdade tanto para história quanto para o fã, entregando material inédito e não conteúdo já exibido em um frasco novo.

Novos personagens são apresentados, como membros da família Zenin, com foco em Nayo Zenin filho de Naobito que está a procura de Megumi para reclamar sua herança mas acaba dando de cara com Yuji e Choso, que resulta em uma luta frenética e novamente Choso mostrando seu potencial de luta mesmo em desvantagem. 

A animação segue o estilo da última temporada com direção de Shota Goshozono e produção do estúdio MAPPA que aposta em menos detalhes e movimentos mais fluidos. Isso funciona em lutas menores mas em batalhas grandes como Jogo contra Sukuna a falta de detalhes fica clara em comparação com a temporada de estreia. Esse problema é atribuído ao estúdio que trabalha com prazos curtos, muita pressão e salários baixos imposto aos animadores, o que reflete na indústria dos animes que começa a entrar em crise devido às condições precárias de trabalho. Considerando esse cenário, a escolha estética até faz sentido, o filme investe em planos mais amplos e cores vibrantes, algo que particularmente me agradou.

Tive a sensação de que houve corte nos novos episódios apresentados no filme, algumas cenas que estão no mangá não aparecem, o que deixa tudo muito mais corrido. Talvez, quando houver o lançamento oficial da temporada no streaming, isso mude.

“Jujutsu Kaisen: Execução” estreou dia 20 de novembro no Brasil e a terceira temporada volta dia 8 de janeiro de 2026.

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