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De executivo internacional a artista: Chris Moore estreia na música aos 66 anos

O cenário musical recebe um sopro de elegância e tradição com o lançamento de “Malandro que é Malandro”, a primeira faixa de divulgação do álbum de estreia do compositor Chris Moore.

A história por trás de “Malandro que é Malandro” é um testemunho da jornada única de Chris. A base do violão foi concebida há 40 anos, em uma jam session com o guitarrista Dominic Miller (conhecido por seu trabalho com Sting). Esse trecho, guardado a sete chaves, ressurgiu e se transformou na espinha dorsal da faixa que abre o álbum com tanto estilo. A versão instrumental, que conta com um solo virtuoso de violão de Romero Lubambo, também integra o projeto, destacando a qualidade da composição e a maestria da banda.

A composição de Chris Moore e Glaucus Linx, homenageia a figura do malandro não somente pela astúcia, mas pela sagacidade e pela capacidade de resistir com estilo e ginga. A letra, inteligente e cheia de personalidade, é entregue com maestria por Gabriel Moura, fundador do Farofa Carioca e um dos nomes fundamentais na construção do samba-funk contemporâneo. Moura também é coautor de grandes sucessos eternizados na voz de Seu Jorge, como “Burguesinha”, “Quem Não Quer Sou Eu”, “Mina do Condomínio” e “Felicidade”.

A produção de Glaucus Linx é um elemento central para o clima da faixa. Sem abrir mão da base tradicional do samba, Linx incorpora arranjos refinados, com destaque para metais precisos e a levada percussiva impecável, criando uma atmosfera ao mesmo tempo clássica e contemporânea. O resultado é uma sonoridade rica e envolvente, que convida o ouvinte a adentrar o universo proposto por Moore.

“O Chris Moore é um artista muito prolífico, ele é uma pessoa que tem várias camadas artísticas, conceituais, é uma pessoa que se adapta a muita coisa, que absorve muito facilmente vários conceitos e concepções diferentes, e isso torna ele um artista múltiplo em termos de proposta. Nossa união, a mim, me parece que foi um caminho lógico: o do destino. O destino nos uniu na hora certa, no momento certo, e parece que a gente sempre se conheceu”, declara Glaucus.

Essas vivências pelo mundo tornaram a parceria de Chris e Glaucus bem coesa. “A nossa geração passou por muitas mudanças radicais dos anos 60 até hoje. Foi uma loucura de mudanças. Atrás das outras, do vinil para o cassete, do cassete para o CD, do CD para o DVD, do DVD para o pen drive, do pendrive para o HD, do HD para o SSD, olha que loucura, e as nuvens agora são quase que mais confiáveis. Então a gente tem esse manancial de diversidade estética e eu acho que isso também faz parte do artista, o artista observa para depois processar e render arte”, dispara Glaucus.

A trajetória de Chris com a música é longa, mas seu disco de estreia chega  no momento exato. Após uma bem-sucedida carreira de 22 anos à frente de uma grande rede de pizzarias, o artista britânico-brasileiro decidiu priorizar sua vocação e mergulhar de cabeça no universo da composição. 

“Esse trabalho é o resultado de uma relação que nunca deixou de existir. A música sempre esteve comigo, mesmo quando a vida me levou por outros caminhos. Esse álbum reúne histórias, ideias e composições que nasceram em diferentes momentos da minha vida e que agora finalmente ganham forma”, conta Chris Moore.

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