News

Compay Oliveira lança “Desde São Domingos”

Mais conhecido como NINGUÉM, Compay Oliveira. Sou carioca da Zona Oeste, atualmente exilado, por assim dizer, no bairro do Flamengo. Durante a adolescência e começo da vida adulta, na Cidade de Deus em Jacarepaguá, formou com dois amigos e chamávamos de “Orchestra Binária”, experimentando sonoridades eletrônicas e ruidosas em condições caseiras de produção musical. Em muitos sentidos, tratou-se de um momento formativo: constituí com estes amigos as bases da minha personalidade artística – que, claro, julgo possuir.


Influenciados pela cena da música brasileira dos anos 2000, e alguns egressos da década de 1990, assimilamos como valor estético a maneira como aqueles artistas articulavam criativamente nossa tradição de música popular. Em resumo, distantes do panteão da MPB: um gesto artístico e politicamente importante para nós em vários sentidos.

Assim, emancipados do cânone (Caetano, Gil, Chico, Milton, Bethânia etc), fomrou à base de Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, F.UR.T.O, Racionais MC’s, a cena paulista ao redor do antigo coletivo Instituto, Lucas Santtana, Bnegão & Os Seletores de Frequência, Apollo 9, Anelis Assumpção, entre outros, e fui de Arto Lindsay à Fela Kuti, passando por Kraftwerk, pelos subgêneros da música jamaicana – um repertório acumulado, claro, junto a escuta musical “passiva”, baseada na programação das rádios de massa do Rio e, portanto, nos hits do pagode e do funk.

Por essas coordenadas é que imaginou a relevância do Jorge Ben Jor para mim. A música aberta por ele, sua rítmica, sua pulsação, certamente, moldam o modo como me expresso artisticamente. E é sob esta musicalidade que “Desde São Domingos” pode ser introduzida, a seu ver. A música é a segunda faixa do EP de estreia, Balanço Oculto – Vol. I, com o qual cheguei, entre outros lugares, à Sound and Colours (revista digital editada por críticos norte-americanos e britânicos), à 91.3 KBCS, ao Na Ponta da Agulha do jornalista Jorge Lz etc.

A música é uma exaltação à gloriosa Revolução Haitiana de 1791, onde canto os “jacobinos negros”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

GIPHY App Key not set. Please check settings

Log In

Forgot password?

Forgot password?

Enter your account data and we will send you a link to reset your password.

Your password reset link appears to be invalid or expired.

Log in

Privacy Policy

Add to Collection

No Collections

Here you'll find all collections you've created before.