Crítica | O Milagre Veio do Espaço

O Milagre Veio do Espaço (*Batteries Not Included, 1987), longa-metragem estadunidense de ficção-científica, distribuído pela Universal Pictures, com classificação indicativa livre e 106 minutos de duração.

Um clássico dos anos 80 ¾ frequentemente exibido na Sessão da Tarde da Rede Globo ¾ absolutamente encantador, dirigido por Matthew Robbins e com Steven Spielberg como produtor executivo. Aparentemente, a história foi concebida para sua série de televisão “Amazing Stories”, mas agradou tanto a Spielberg que ele decidiu transformá-la em um longa-metragem.

A trama é bem simples: um casal de idosos administra um prédio de apartamentos e um café no East Village, em Nova York, mas enfrenta pressão de construtoras implacáveis que desejam expulsá-los. Determinados a resistir, eles enfrentam violência, incluindo a ação de uma gangue local enviada para destruir o local. Tudo muda quando pequenos discos (naves espaciais) vivos aparecem, começando a consertar os danos causados. Os moradores, impressionados, os veem como um verdadeiro milagre.

Sem entrar em muitos detalhes para não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu, mas a segunda metade do filme é marcada pelos moradores enfrentando os vilões com a ajuda das pequenas naves espaciais, culminando em um desfecho extremamente satisfatório.

O elenco, possui não apenas nomes famosos, como também, rostos familiares para quem costuma assistir filmes e séries da década de 1980 e 1990. Hume Cronyn e Jessica Tandy interpretam o casal protagonista de proprietários, Frank MacRae, Elizabeth Peña e Michael Carmine, entre outros, dão vida aos demais personagens.

E por falar em personagens, os discos, parecem combinar elementos de “ET, o Extraterrestre” (1982), “Cocoon” (1985) e “Um Robô em Curto-Circuito” (1986). Do primeiro, vêm os alienígenas brincalhões; do segundo, a ideia de uma força extraterrestre que traz alegria para a vida dos idosos; e do terceiro, a concepção de máquinas com personalidades adoráveis.

Cronyn e Tandy conseguem evitar que o filme pareça uma simples reciclagem, enquanto os discos também desempenham um papel fundamental. Criados pela Industrial Light & Magic, mestres dos efeitos visuais, esses discos voam, vibram, piscam, emitem sons e até “tem filhos”, utilizando torradeiras velhas e outros eletrodomésticos.

Em resumo, “O Milagre Veio do Espaço” é uma experiência de entretenimento familiar encantadora, leve e cheia de humor. Consuma sem moderação!

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