Mundo Proibido (2022), longa-metragem brasileiro de animação, distribuído pela Um Filmes, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 27 de março de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 95 minutos de duração, dirigido por Alê Camargo e Camila Carrossine.

O personagem Fujiwara Manchester fez sua primeira aparição no conto “Vamos Dançar”, publicado na edição nº 55 (janeiro/fevereiro de 1992) do fanzine “Somnium”, produzido pelo Clube de Leitores de Ficção Científica. Posteriormente, o personagem criado por Alê Camargo, serviu como inspiração para a série animada brasileira “As Aventuras de Fujiwara Manchester”, que contou com uma temporada.

O conto citado, serviu de base e inspiração para o roteiro do longa-metragem. A história segue Fujiwara Manchester e Lydia Moshivah, dois aventureiros espaciais que descobrem um mapa do tesouro escondido em um planeta misterioso. Acompanhados pela jovem especialista em explosivos, Zi, e pela nave inteligente Cara-de-Cavalo, eles embarcam em uma jornada perigosa enfrentando robôs gigantes, alienígenas e trens carnívoros.

É evidente que o longa-metragem possui um apelo visual impressionante, destacando-se pela qualidade técnica da animação e pela riqueza na criação de cenários espaciais. A atenção aos detalhes visuais e a representação de elementos clássicos da ficção científica, como naves, planetas alienígenas e robôs, impressionam e mostram o potencial da animação brasileira no gênero.

Contudo, o filme parece falhar em aprofundar os aspectos narrativos e emocionais de seus personagens. A dupla principal, Fujiwara e Lydia, embora carismática, é retratada de maneira superficial, sem explorar adequadamente suas motivações ou conflitos internos. Essa lacuna narrativa enfraquece a conexão emocional do público com a história, o que também se reflete na construção de relações fundamentais, como o vínculo entre os protagonistas e a nave Cara-de-Cavalo.

Além disso, a trama apresenta ideias promissoras, como a formação de uma “família postiça” com a jovem Zi e a inclusão de uma abordagem de trabalho em equipe estilo “filmes de assalto”. No entanto, essas propostas não são completamente desenvolvidas, deixando a sensação de que o filme poderia ter se beneficiado de uma maior atenção ao roteiro.

Em resumo, “Mundo Proibido” é uma obra que destaca a competência técnica da animação brasileira e seu potencial criativo, mas que peca ao não balancear sua estética com uma narrativa mais envolvente e rica em profundidade. É uma experiência visual intrigante, mas com algumas limitações no impacto dramático e no desenvolvimento de seus personagens.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

GIPHY App Key not set. Please check settings

Log In

Forgot password?

Forgot password?

Enter your account data and we will send you a link to reset your password.

Your password reset link appears to be invalid or expired.

Log in

Privacy Policy

Add to Collection

No Collections

Here you'll find all collections you've created before.